Published
#01 · 16 May 2026 · 5 min read · PT
Seis fontes oficiais, trinta e sete tabelas, uma camada de SQL. Pela primeira vez, perguntas cross-source sobre a economia criativa latino-americana custam cinco linhas de código — não oitenta horas de consultoria.
Topic: Data infrastructure · Open data · Methodology · Repo: atana-data
#02 · 25 May 2026 · 6 min read · EN
Latin America was the fastest-growing recorded-music region on Earth in 2025. That was not a surprise — it was the empirical confirmation of a framework Atana published a year ago. A primer on the two zones, re-derived from the UNCTAD 2024 corpus.
Topic: AI exposure · Music · Creative trade · Related: Atana Index Vol. 1 §3, §6
#03 · 16 May 2026 · 5 min read · PT
Em 2024, a SECEX/IBGE diz 55,6%. O UNCTAD diz 5,0%. Os dois números são corretos — e a diferença entre eles enquadra dois debates de política pública completamente distintos.
Topic: Cultural trade · Sino-dependence · Methodology · Related: Análise 4 §3.bis, Análise 10
#06 · 23 May 2026 · 6 min read · PT
O gênero de música de crescimento mais rápido do planeta nasceu nas periferias brasileiras e é cantado em português. O que o boom não responde é a pergunta distributiva: quem captura o valor.
Topic: Music · Authenticity Paradox · Creative labour · Cruza Análises 1, 2 e 6
#06-EN · 10 Jun 2026 · 6 min read · EN
The fastest-growing music genre on the planet was born in Rio's favelas and is sung in Portuguese. What the boom does not answer is the distributive question: who, exactly, captures the value. English version of Note #06.
Topic: Music · Authenticity Paradox · Creative labour · Original (canonical): Note #06 PT
#06-ES · 10 Jun 2026 · 6 min read · ES
El género musical de crecimiento más rápido del planeta nació en las favelas cariocas y se canta en portugués. Lo que el auge no responde es la pregunta distributiva: quién, exactamente, captura el valor. Versión española de la Note #06.
Topic: Música · Paradoja de la Autenticidad · Trabajo creativo · Original (canónico): Note #06 PT
#07 · 11 Jun 2026 · 7 min read · PT
México, Argentina, Colômbia e Costa Rica cruzados contra o UNCTAD via suas contas-satélite nacionais. Duas correções para cima, uma confirmação, uma correção para baixo. O pluralismo metodológico cuta nos dois sentidos — e quando os dois sentidos cutam, isso é o achado.
Topic: Methodological pluralism · LATAM · Cultural statistics · Related: Atana Index Vol. 1 v1.7 §3, §6
#08 · 16 Jun 2026 · 8 min read · PT
Quatro lentes sobre a mesma cadeia da música em 2024–2025: o que o ouvinte tocou (Luminate), o que a gravadora recebeu (IFPI), o que o compositor arrecadou via CMO (CISAC) e o que o titular brasileiro recebeu (ECAD). Brasil mostra divergência entre as lentes; México mostra convergência. A divergência é o Paradoxo da Autenticidade quantificado; a convergência é o caso de robustez metodológica máxima do corpus.
Topic: Music · Authenticity Paradox · Methodological pluralism · Cross-reads: Note #06 (Funk) · Análise 24 (Brasil ≈ 1/3 LATAM)
#18 · 6 Jun 2026 · 22 min read · PT
O paper OECD AI No. 59 (maio 2026) deveria ter resolvido a pergunta sobre exposição cultural à IA. Não resolveu — e o porquê está no Anexo 3 página 49 do próprio paper, onde os raters admitem ter comprimido editorialmente o nível superior da escala de Criatividade. Aplicado à produção e exportação cultural do Brasil (194 mil firmas IBGE × R$ 2,2 bi de exportações 2024), o framework Atana produz uma inversão de ranking: descomprimir a Criatividade modifica qual lado parece mais exposto à IA. O Paradoxo da Autenticidade, quantificado.
Topic: Methodology · OECD AI Capability Gap · Authenticity Paradox · IBGE · Methodology chain: Note #06 (Authenticity Paradox foundations) · Note #07 (cross-source) · Note #08 (four music-money lenses) · Análise 6 v2.0 (LATAM framework)
#09 · 8 Jun 2026 · 14 min read · PT
Doze anos do registro administrativo do MTE leem o setor cultural formal: entre 2014 e 2025 o número de vínculos voltou ao nível inicial (+1,5%), mas o salário real médio caiu 7,3%. No recorte de vínculos em empresas culturais (Corte A), a queda mediana foi de 12,4% em três anos; no domínio Patrimônio cultural, perdeu-se um terço do salário real. A recuperação aconteceu onde o trabalho vale menos. Preprint citável; paper acadêmico em preparação para 2026Q4–2027Q1.
Topic: Cultural labor · RAIS administrative panel · Cultural employment · Brazil · Companion pieces: Note #08 (IFPI × CISAC, the LATAM side of the value gap) · Análise 11 v41 (the long-form version of this Note) · Atana papers track (forthcoming H0 manuscript on the same panel)
#10 · 8 Jun 2026 · 16 min read · PT
Os cadastros do IBGE mostram que duas em cada três empresas culturais fecham antes de cinco anos (coorte 2017: 36,8% de sobrevivência) e que o setor ganhou 395 mil microempreendedores individuais entre 2020 e 2022 (+39,7%) — 1,39 milhão de MEIs culturais hoje, contra 644 mil organizações no CEMPRE. Entre os MEIs culturais, 20,5% estão inscritos no CadÚnico e 9,2% recebem Bolsa Família. A economia cultural brasileira se formaliza, mas para baixo: o MEI é o ponto em que formalização e precarização se encontram. Preprint citável.
Topic: Cultural firms · MEI · Brazilian economic informality · CEMPRE · Companion pieces: Note #09 (RAIS, the formal labor lens) · Análise 12 (long-form CEMPRE/MEI version) · Notes #07, #08 (the LATAM value-chain context)
#22 · 15 Jun 2026 · 8 min read · PT
O setor cultural envelhece, mas como o Brasil inteiro, não mais rápido. O achado é outro: uma força de trabalho mais jovem que a média canaliza seus jovens para o pior salário, o pior contrato e o domínio mais precário e, fora do alcance da RAIS, o emprego sem carteira. A lente formal e a informal juntas; o ponto cego de uma é o achado da outra.
Topic: Cultural labour · Generational inequality · Methodological pluralism · Cross-reads: Note #09 (RAIS, a erosão do contrato) · Note #10 (CEMPRE × MEIs) · Análise 11 (painel RAIS longo)
#21 · 15 Jun 2026 · 10 min read · PT
Os três programas federais de fomento à cultura no Brasil movimentaram R$ 10,35 bilhões em 2022–2024 — escala comparável, arquiteturas radicalmente diferentes, três geografias do dinheiro que mal se sobrepõem. A Rouanet envia 40,9 % a uma única UF; PNAB e LPG, com transferência direta a entes federados, enviam 18,9 %. Per capita, a desigualdade entre maior e menor UF cai de 80× sob renúncia para 2× sob transferência direta. SP e RJ caem do topo para o fundo do ranking quando o desenho muda; AP, RR, AC, TO fazem o caminho inverso. Achado cruzado de forma independente com IBGE SIIC T3.11 + T3.15. Três gráficos verificados.
Topic: Política federal de fomento · Arquitetura de transferência · Desigualdade territorial · 3 programas · Cross-reads: Note #20 (TCU × PNAB sob auditoria) · Análise 8 (anatomia Rouanet, 9 atos) · Análise 7 (sondagem SALIC) · Atana Note #04 (genealogia institucional). Cross-validação: IBGE SIIC T3.11 (Rouanet captação) + T3.15 (gastos tributários por região) + T3.1 (despesa por esfera).
#21-EN · 15 Jun 2026 · 10 min read · EN
Brazil's three federal cultural-funding programmes moved R$ 10.35 billion in 2022–2024 — comparable scale, radically different architectures, three geographies of money that barely overlap. Rouanet sends 40.9 % to a single state; PNAB and LPG, operating via direct federal transfer to states and municipalities, send 18.9 %. Per capita, the inequality between top and bottom state collapses from 80× under tax expenditure to 2× under direct transfer. SP and RJ fall from the top of the ranking to the bottom when the design changes; AP, RR, AC, TO swap places with them. Independently cross-validated with IBGE SIIC T3.11 + T3.15. Three verified charts.
Topic: Federal cultural policy · Transfer architecture · Territorial inequality · 3 programmes · Original (canonical): Note #21 PT. Cross-reads: Note #20 (TCU × PNAB under audit) · Análise 8 (Rouanet anatomy) · Análise 7 (SALIC sondagem).
#19 · 9 Jun 2026 · 13 min read · PT
Quatro registros administrativos brasileiros independentes concordam que Design e Software é o segmento mais dinâmico da economia cultural na última década. INPI ×8 em software / ×22 em Classe Nice 41; RAIS Design +133 % (mas 89 % em uma CNAE catch-all de publicidade); CEMPRE 44,9 % dos MEIs culturais em F. Design; IBGE estruturais software ≈ telecom no empate técnico do topo da economia cultural por valor adicionado. A convergência é o achado positivo. A divergência metodológica entre as quatro — cada uma medindo uma coisa distinta sob o mesmo nome — é o achado analítico. Preprint citável; versão estendida em Análise 26.
Topic: Methodological pluralism · Design · Software · Brazil · 4 lenses · Methodology family: Note #03 (sino-dependência, 2 lentes) · Note #08 (music in 4 lenses) · Note #09 (RAIS panel) · Note #10 (CEMPRE × MEIs) · Note #18 (OECD AI × IBGE). Extended version: Análise 26 (6 charts, 19 verified numbers, `verify_a26.py`).
Coming next
Note #11 — O que o Brasil pede à IA: Anthropic Economic Index × RAIS. 13 Jun 2026. The revealed-use companion to Note #18: of every geography measured, Brazil is the most culturally-AI-using country (18.3% vs 10.4% global) — and that use lands on the occupations whose real wages have fallen for a decade. Anthropic Economic Index × RAIS.
Note #20 — TCU × RAIS × SALIC: a PNAB sob auditoria e a força de trabalho que ela deveria proteger. 16 Jun 2026. Brazil's federal audit court scored the country's largest-ever cultural fund 1.75 of 3 — while the formal cultural contract grew in number and shrank in value. The first governance × administrative-record reading of the corpus, timed to PNAB's second funding cycle.
Note #20-EN — TCU × RAIS × SALIC: Brazil's flagship cultural fund under audit, and the workforce it was built to protect. 16 Jun 2026. The first governance × administrative-record reading of the corpus — English edition, published simultaneously with the PT canonical.
More notes follow as the corpus grows — including English editions of the flagship pieces and Atana Index Vol. 2, due Q4 2026.